domingo, 6 de maio de 2012

Orientações Curriculares para o Ensino Médio- Biologia


As Orientações Curriculares para o Ensino Médio foram elaboradas com o intuito de contribuir para o aprofundamento de questões que orientariam, de fato, a prática do professor em sala de aula. É praticamente uma complementação aos PCN’s, procurando estabelecer um diálogo mais efetivo com os professores, para diminuir a distância entre as ideias e sua execução. Qualquer proposta de reforma educacional encontrará vários obstáculos para sua implementação e não poderá, certamente, ignorar a inércia dos sistemas de ensino. Não resta dúvida que esse documento é de suma importância para o sistema de ensino brasileiro, mas é claro que só terá algum efeito na medida em que promova mudanças na prática e políticas educacionais, pois os professores sozinhos não conseguiram êxito, afinal a questão educacional transcende os muros escolares e atinge inclusive as universidades.
O que se deseja com esse documento é a ampliação progressiva de capacidades, conhecimentos, saberes e experiências que se pretende que os alunos conquistem na escola. A definição dessas expectativas de alcance, evidentemente, não tem a intenção de padronizar as possibilidades dos alunos: há aqueles que, com certeza, irão muito além do que está estabelecido como expectativa e há outros que, por razões várias, não terão condições de conquistar os saberes previstos. Essa estratégia , a qual considero uma grande contribuição para o ensino da Biologia, requer um ensino que priorize outros aspectos que não apenas a abordagem descritiva de fenômenos e conceitos apresentados aos alunos, onde as  condições para concretizá-lo é avançar para além das listas, nomes e descrições, geralmente relacionadas à memorização. Além disso, espera do professor uma postura didática que assegure a compreensão dos conceitos fundamentais da Biologia e desafie os estudantes a questionar, argumentar de forma fundamentada, perceber contradições, construir coletivamente conhecimentos e valorizá-los, ponto fundamental no processo ensino-aprendizagem atual. Para tanto, as orientações Curriculares para o Ensino Médio – Biologia, apresentam princípios orientadores para uma escola capaz de promover as competências indispensáveis ao enfrentamento dos desafios sociais, culturais e profissionais do mundo contemporâneo. Sem dúvida essa proposta define a escola como espaço de cultura e de articulação de competências e conteúdos disciplinares. Torna-se assim uma ferramenta de grande valia para o professor, no que diz respeito à orientação, ao real sentido de ensinar biologia, a apresentação de critério para seleção de conteúdos e até sugestões de conteúdos. É uma proposta bem organizada, essencial para o direcionamento e homogeneidade entre as escolas.

domingo, 1 de abril de 2012

Óleo de coco é “pura ilusão” para perder peso e pode aumentar o colesterol

Suplementos usados para emagrecer podem engordar e fazer mal para a saúde


        Pode ser na forma líquida, na forma de pílula, não importa. O óleo de coco é o assunto do momento quando a questão é a busca pelo emagrecimento. Muitos já aderiram à moda e tem até famoso que revelou a perda de diversos quilos com a ajuda deste elemento natural. Apesar de ele ser a febre do momento, médicos afirmam que o óleo de coco usado como suplemento é “pura ilusão e não adianta em nada” na perda de peso. 
       De acordo com a médica endocrinologista Cíntia Cercato, do grupo de obesidades do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), não existe nenhum estudo científico que prove esta característica do produto. 
        - Esse modismo na utilização do óleo de coco não faz nenhum sentido com o intuito de emagrecer. Óleo de coco é gordura saturada, e em tese é uma gordura ruim. O que ele difere de outras gorduras é porque ele um ácido graxo composto de cadeia média [ou seja, sua metabolização pelo organismo pode ser mais rápida que vários outros tipos de gordura]. 
        Além de não ajudar a diminuir a silhueta, o óleo de coco como, qualquer outra gordura em excesso, pode aumentar o peso e colesterol, segundo Cíntia. 
        - Uma colher de óleo de coco tem mais caloria que uma colher de manteiga ou azeite. Qualquer gordura se consumida em excesso vai ocasionar problemas de saúde. 
        Para engrossar a lista dos malefícios ao corpo, a médica endocrinologista presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski, informou que o óleo de coco em excesso pode prejudicar, por exemplo, pessoas que sofrem com problemas no fígado. 
         - Quem tem cirrose [doença que prejudica o funcionamento do fígado] e tiver uma sobrecarga de ácido graxo pode agravar ainda mais a situação da saúde dele. 
         Defensor do uso do óleo de coco em substituição a outros óleos, o médico homeopata e autor do livro Poder Medicinal do Coco e do Óleo de Coco Extra Virgem, Márcio Bontempo, também disse não acreditar no uso deste elemento natural com o objetivo de perder peso. Porém, segundo ele, o óleo de coco pode ser benéfico à saúde se for usado no lugar de outros tipos de gordura que possuem cadeias longas [demoram mais para se metabolizar]. 
        - Este óleo atua na lipoproteína, ou seja, ele ajuda a reduzir o mau colesterol e tirar a gordura de áreas inconvenientes do corpo, por exemplo, a barriga. Porém, não pode ser utilizado desta maneira como está na moda. Duas colheres de sopa por dia em substituição funcionam, mas precisa estar associado a outras atividades, como exercícios físicos e dieta. Não há milagre nenhum. 
          Para Cíntia não há dúvidas que tantos famosos afirmaram recentemente a perda de calorias com uso de óleo de coco exatamente porque eles realizam constantemente dieta e muita malhação. 

Fonte: R7

Educação Ambiental como Ferramenta Didática

A escola é fundamental na formação de conceitos e conscientização dos alunos a cerca da responsabilidade de lhe mostrar os conhecimentos básicos sobre meio ambiente e o que deve ser feito para conhecê-lo e respeitá-lo, proporcionando assim uma convivência harmoniosa. Mesmo sabendo que trabalhar a Educação Ambiental na perspectiva da transversalidade pra algumas escolas parece ser um desafio porque os recursos materiais e metodológicos são escassos e até inexistentes, e estando os trabalhos com Educação Ambiental desenvolvidos de maneira improvisada frente aos graves problemas ambientais que nos atingem em vários níveis, isso se torna cada vez mais um trabalho necessário, pois através da Educação Ambiental pode-se alcançar a sustentabilidade de fato. 

A educação não deve ser inserida de forma fragmentada ou restrita ao ambiente da escola, e não acredito em momentos pontuais, acho que isso não contribuirá para uma prática educativa transformadora e crítica. Não resta dúvida que é uma tarefa difícil ,é preciso dedicação, também concordo com criação de projetos e de planos de ação, mas fazendo parte do currículo escolar e desenvolvendo-se nos diferentes componentes curriculares, onde devem ser considerados alguns conceitos importantes tais como: teorias, uso de bom censo e implementação de uma dinâmica coerente a suas necessidades. Ao trabalhar o lixo,por exemplo, é imprescindível o entendimento da importância dessa problemática, uma reflexão sobre as nossas escolhas pessoais e coletivas, a participação na busca das soluções, a conscientização da função de cada um enquanto agente transformador,o desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética e condizente com o exercício da cidadania.


Jaqueline

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água

Desde os primórdios da humanidade sabemos que o homem sempre se estabeleceu em locais próximos aos rios e mares, para garantir seu sustento através da pesca e da agricultura.

A história do Egito faz uma excelente demonstração desse fato, quando os homens, às margens do rio Nilo, fizeram os primeiros aglomerados humanos e construíram as primeiras cidades do mundo. Ali já se registrava o quanto o homem era dependente da água.

Porém, com o passar dos anos, com a evolução da humanidade, a água passou a ser tratada com desrespeito, sendo poluída e desperdiçada
.
Por esses motivos, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o Dia Mundial da Água, em 22 de março de 1992, para promover discussões acerca da consciência do homem em relação a tal bem natural.

Em 10 de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através do projeto de lei do deputado Sérgio Novais (PSB-CE). O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.”

A preocupação surgiu através dos grandes índices de poluição ambiental do planeta, envolvendo a qualidade da água que consumimos.

A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, trazendo também informações para garantir a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica em relação à água.

Na Declaração Universal dos Direitos da Água, criada pela ONU, dentre as principais abordagens estão:

- Que devemos ser responsáveis com a economia de água, pois essa é condição essencial de vida;
- Que ela é um patrimônio mundial e que todos nós somos responsáveis pela sua conservação;
- Que a água potável deve ser utilizada com economia, pois os recursos de tratamento são ainda lentos e escassos;
- Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos, bem como dos ciclos naturais da água;
- Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras;
- Que precisamos utilizá-la tendo consciência de que não devemos poluí-la ou envenená-la;
- Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza.

Com esse documento, a Organização das Nações Unidas tornou obrigatório que todos as pessoas sejam responsáveis pela qualidade da água, bem como pela sua manutenção, tendo, assim, formas de garantir a melhoria de vida no planeta.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Decretada emergência ambiental em 18 estados

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria publicada na edição desta terça-feira (20/03) no Diário Oficial da União que declara estado de emergência ambiental em 18 estados. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Bahia, Pará, Piauí, Ceará, Pernambuco e Roraima.
A medida foi tomada diante da constatação de que há ameaça de queimadas e incêndios florestais que ocorrem no período da seca. A portaria selecionou o período de alto risco ambiental em um ano. Tem início em abril deste ano e vai até abril de 2013.
A publicação leva em conta os compromissos internacionais do Brasil, as metas estabelecidas no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA) e a recomendação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de fortalecer uma política integrada de combate aos incêndios florestais. A portaria especifica também a necessidade de contratar brigadistas em caráter emergencial, a cargo do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“É com base nessa portaria que o Ibama contrata os brigadistas”, afirmou o diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA, Mauro Pires. “A portaria indica as áreas emergenciais para a prevenção e combate à incêndiosflorestais e é essencial para a logística.”

MUNDO CAMINHA PARA COLAPSO AMBIENTAL, ALERTA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL



O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado essa semana pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos. O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana. 

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C - bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU. 

A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia. Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. 

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia. As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade. 

Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde - tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. "Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas", disse Gurría. 

UM PREÇO PARA A NATUREZA 

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente. A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde. 

Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade - e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem. No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa..

Fonte: Folha.com

terça-feira, 20 de março de 2012

O Papel da Sociedade na Rio+20

Final de férias e já voltando com uma questão:  Rio+20????

Brice Lalonde e Sha Zukang, secretário-geral da ONU para o desenvolvimento sustentável, estiveram no Brasil neste início de Março para acertar detalhes do evento. A Rio+20 terá como base sete temas prioritários: energia, alimentação e agricultura, emprego e sociedade inclusiva, cidades sustentáveis, água, oceanos e desastres naturais. É esperada a participação de 50 mil pessoas de mais de 120 países.
             Outros mil eventos não oficiais focados em questões relacionadas à Rio+20 estão agendados para a mesma época do encontro.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD ou, como é conhecida, Rio+20), que está sendo organizada conforme a Resolução 64/236 da Assembleia Geral (A/RES/64/236), ocorrerá no Brasil de 20 a 22 de junho de 2012. A Rio+20 marca o 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro em 1992, e o 10º aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), promovida em Joanesburgo em 2002. Com a presença de Chefes de Estado e de Governo ou outros representantes, a expectativa é de uma Conferência do mais alto nível.

Saiba mais sobre o contexto da Conferência em onu.org.br/rio20/sobre

Acesse aqui as perguntas mais frequentes sobre a Rio+20 e suas respectivasrespostas: www.onu.org.br/rio20/perguntas-e-respostas


FONTE:http://www.conscienciaampla.com.br
             http://www.onu.org.br/rio20/