terça-feira, 12 de junho de 2012

Influência da Alimentação no Comportamento



É inegável o papel da família, da educação, da sociedade, da cultura e do ambiente na influência do comportamento humano. Mas diante de tantos fatores, qual será o papel da alimentação nas respostas humanas aos estímulos do mundo em que vivemos?



A alimentação é um ato diário que nutre o organismo para a ação e que o torna apto para comportar-se. Ela é simplesmente a base e o que nutre a matéria. Porém, nos avessos das modernidades, ela tem se tornado cada vez mais vazia, ou seja, ausente dos elementos que preenchem as reais necessidades do corpo.

Sabe-se que o local em que vivemos exerce grande influência nas nossas atitudes. Se o ambiente externo exerce tal impacto, o ambiente interno (nosso próprio corpo) possui ainda mais importância, pois é o “palco estrutural” das atitudes. E, se o lado físico (que é um conjunto complexo sinérgico de células) é afetado, indubitavelmente o lado mental também será.

A alimentação contemporânea rica em açúcar, gorduras maléficas e elementos tóxicos tem afetado o comportamento humano. A mania de comida artificial e refinada foi um golpe e tanto na integridade física da espécie humana, com influência reflexa na integridade moral. Parece que a inteligência obedece a um determinismo químico, e por isso, nossa própria vontade é produto do que comemos (BOARIM, 1991; VASCONCELLOS, 1979).

A dieta possui um papel importante na construção da vida de cada um, pois tem impacto na cognição e intelecto. Isto porque todos os distúrbios de comportamento que caracterizam as doenças mentais em seres humanos, como distúrbios afetivos, de origem emocional, cognitivos ou com base funcional, são distúrbios do funcionamento do SNC. E muitas das matérias-primas de células nervosas, neurotransmissores e outros componentes deste Sistema vem de nutrientes, que por sua vez são provenientes da alimentação. Revela-se assim, como a má nutrição pode afetar não só o estado físico, como também o estado mental das pessoas (DOVICHI; LAJOLO, 2011; KANDEL; SCHWARTZ; JESSELL, 2000).


O problema de tal má nutrição vai além da falta de nutrientes. Apesar de termos uma noção do que estamos ingerindo, não sabemos de fato tudo o que estamos colocando para dentro de nossas células. Cada vez mais somos infestados por aditivos químicos, agrotóxicos e outros tantos disruptores endócrinos, que são agentes e substâncias químicas que promovem alterações no sistema endócrino humano e hormônios.

Assim, um indivíduo com alterações hormonais desencadeadas por disruptores endócrinos e com déficit de nutrientes que modulam funções vitais, tanto do sistema nervoso como de todo o corpo, faz de seu corpo um habitat que pode ser comparado a uma caverna. Mas uma caverna? Sim. Um corpo em decadência é como um lugar sombrio, sujo, prestes a desmoronar e susceptível à morada de outros bichos nada agradáveis, como morcegos e aranhas, ou traçando-se um paralelo, como maus pensamentos e emoções.

Já um corpo que é inundado por nutrientes benéficos à saúde (como vitaminas, minerais e antioxidantes) funciona como um contrato de longa duração assinado com os melhores construtores e faxineiros. A pessoa que possui hábitos saudáveis faz de seu corpo um castelo, onde elementos tóxicos são facilmente retirados, onde há limpeza constante, brilho, integridade e realeza.

Tais associações não são como regras, dado os múltiplos fatores que interferem na vida humana, e sim, tendências. Não é de se assustar que “pessoas que morem em cavernas” tenham maior tendência a um comportamento mais depressivo, agressivo e outros que desviem de boas condutas morais. Assim fica fácil entender que pessoas que moram em lugares limpos, arejados e em que a luz entre com facilidade, tenham maior tendência a terem uma postura mais positiva perante a vida, bem como a responder melhor as suas adversidades.

Não é preciso adquirir regras alimentares rígidas para se viver bem. O essencial é ter bom senso, equilíbrio e saber consumir mais alimentos “protetores” do que alimentos “devastadores”. É preciso ter consciência na hora das escolhas alimentares, lembrando-se que elas afetarão seu modo de viver! Sabendo-se afinar o saudável com o prazeroso é completamente possível ter hábitos e comportamentos mais saudáveis.


Referências:
- BOARIM, D.S.F. Nossa Comida Assassina. Itaquaquecetuba, SP: EditoraMVP, 1991. 404 p.
- DOVICHI, S. S.; LAJOLO, F. M. Flavonoids and their relationship to diseases of the Central Nervous System. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J.Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 2, p. 123-135, ago. 2011.
- KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, T. M. Principles of neural science. 4. ed. New York:McGraw-Hill, 2000. 1414 p.
- VASCONCELLOS, J.R. Os Intoxicados: (Somos o que Comemos).
Porto Alegre:Associação Macrobiótica de Porto Alegre, 1979. 141 p.


From Dra. Isis Moreira- Via:http://www.saudevital.org

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dormir bem x Obesidade


O sono é uma necessidade subestimada na sociedade atual, gastamos horas de sono trabalhando mais, procurando entretenimento na televisão, videogames, computador e assim, buscando cada vez mais a “vida noturna”. Assim, passamos os dias a base café, energéticos e medicamentos que reduzem o sono.


Antes da era digital o axioma era “dormir cedo e acordar cedo faz um homem saudável, rico e sábio”. E por que mudamos isso, sabendo que a melhor opção para o nosso físico, para a nossa mente e para a nossa saúde?

Muitos estudos vem demostrando que a privação de sono traz resultados como, função cognitiva reduzida (pensar), alterações hormonais, mudanças negativas na pressão sanguínea, diminuição da sensibilidade a insulina e por ai vai...

A privação do sono aumenta a obesidade e os riscos associados a ela, como o risco de síndrome metabólica que inclui mudanças negativas para a saúde cardiovascular e alterações nos hormônios que promovem o armazenamento de gordura.

Estudo realizado pela American Heart Association investigou os efeitos de um curto período de sono com a ingestão de alimentos, confirmando que pessoas que ficam acordadas por mais tempo tendem a ser mais sedentárias durante essas horas de vigília e aumentam sua ingestão alimentar, principalmente com alimentos calórico, ricos em carboidratos e gorduras.

Outro estudo relacionado a massa magra, mostrou que o “estresse” em perder o sono pode ser catabólico, ou seja, pode quebrar a massa magra já existente em seu organismo. Outra explicação dada é que o sono promove processos anabólicos, permitindo assim, que o músculo seja mantido ou aumentado quando o descanso é obtido.

Portanto, afaste-se do mundo high-tech... esqueça lipoaspiração, cirurgias bariátricas, inibidores de apetite, medicamentos e vá dormir.




Fonte: Dra. Juliana Pansardi(http://www.saudevital.org)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Porque estamos engordando tanto?


Atualmente, é visto à nível mundial o problema da epidemia de obesidade. A mistura de fatores biológicos da nossa espécie e fatores culturais estão associados ao aumento no número de pessoas acima do peso. Estima-se que 300 milhões, no mundo, estejam obesas.



O ser humano foi selecionado para ingerir alimento na medida em que encontra. Antigamente, por exemplo, a gente não encontrava alimento fácil como hoje. Você vai em qualquer lugar e tem um docinho para você consumir e é um carboidrato que é facilmente absorvido e está bem disponível.




A falta de exercícios também agrava o problema, de acordo com vários especialistas. Antigamente para gente comer tinha que correr, cavucar, subir numa árvore e hoje não. Hoje você levanta do sofá vai na prateleira do seu armário e pega alguma coisa para comer.




Suplementos: separando o joio e o trigo

Outro tema polêmico é a questão dos medicamentos naturais e dos suplementos nutricionais. Ainda há muito preconceito por parte da comunidade científica e falta de informação entre o público leigo, mas o importante é ficar atento à origem desse tipo de produto. Todo medicamento, todo suplemento tem de ter registro, se você olha o número dele e não tem registro já tem que ficar com o pé atrás. O suplemento tem que ter também o responsável técnico por trás e a empresa tem que ter um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) para orientar você.

Por fim, é muito importante evitar o excesso de medicação e manter uma alimentação natural. A principal sugestão dos médicos é optar por uma alimentação mais natural.

Os benefícios do Ômega-3

Nem toda gordura ingerida na alimentação é prejudicial

Você sabia que nem toda gordura faz mal à saúde ? Pois existe um grupo de gorduras, conhecidas como ômega 3, que não só não prejudica, como ajuda no funcionamento do corpo humano.

Os principais benefícios do consumo do ômega 3 são para o coração, para o cérebro e para a criança que está em desenvolvimento no útero da mãe. Diversos estudos vem demonstrando que o consumo desse tipo de gordura é associado à perda de peso e à diminuição de risco de morte cardíaca, por exemplo. Então é uma gordura especial que nós sabemos hoje que precisamos ingerir em maior quantidade e armazenar em nosso corpo.

Outra vantagem do consumo do ômega-3, de acordo com vários especialistas é o controle da inflamação. Pessoas que consomem ômega-3 têm menos problemas com inflamação e tem estudos até mostrando benefícios em doenças reumáticas, como a artrite.

Onde encontrá-lo

Mas o que pode ser feito para aumentar o consumo desse composto? De acordo com os nutricionistas, o ômega-3 está muito concentrado nos vegetais e nos peixes de origem marinha, principalmente os de regiões onde a água é fria e os que vivem em uma zona mais profunda.

O principal problema relacionado à baixa ingestão de ômega-3 é que o brasileiro está culturalmente pouco habituado a consumir peixe na quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 12 quilos por ano, ou pouco mais de 30 gramas por dia.

No entanto, apesar dos benefícios da alimentação à base de peixes, não é recomendado que se deixe de comer carne vermelha. Para tanto, apenas é necessário que seja feito um equilíbrio entre o consumo de gorduras saturadas e insaturadas, bem como se busque controlar a proporção dos chamados bom e mau colesterol (HDL e LDL, respectivamente)

O colesterol é considerado o vilão da doença cardíaca. Só que o mais importante quanto ao colesterol é o que nós produzimos. Nós podemos ter dois tipos de colesterol, o que nós ingerimos e o que nós produzimos no nosso corpo. O mais perigoso é o que nós produzimos. Entre os principais riscos da alta concentração do colesterol ruim está a arteriosclerose, que pode culminar inclusive num infarto.

Adoçante: é uma boa opção?




Optar pelo uso do adoçante no lugar do açúcar não traz outro benefício senão a menor ingestão de calorias.
“Não há nenhum benefício provado cientificamente no consumo dos adoçantes artificiais, apenas o fato de não conterem açúcar, o que é bom para quem não pode consumir esse alimento”, explica a nutricionista funcional Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro. Mas é justamente esse o principal motivo que leva a maioria das pessoas a abrir mão do produto natural, dando preferência ao artificial.

Os adoçantes foram criados para a substituição do açúcar e são importantes no tratamento de pessoas com diabetes. Porém, mesmo os diabéticos precisam tomar cuidado com o consumo em excesso. Na prática clínica, observamos esse exagero, que se dá por meio de produtos industrializados, como refrigerantes, iogurtes, balas. Por isso, é necessário observar as quantidades de consumo recomendadas para cada tipo de adoçante.

Conheça os principais tipos de adoçante:

  • Sacarina: descoberta em 1878 e aprovada no Brasil como edulcorante em 1965. Apresenta sabor residual amargo em altas concentrações. É o único edulcorante estável sob aquecimento e em meio ácido. Em humanos, a sacarina é rapidamente absorvida e eliminada na urina. Sua segurança é investigada há 50 anos, e seu uso foi permitido em 90 países.
  • Ciclamato: descoberto em 1937, foi patenteado pelos laboratórios Abbot, que o introduziram no mercado americano depois de aprovado como edulcorante pelo FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos), em 1949. É estável durante prolongados períodos de aquecimento. No Brasil foi considerado seguro para consumo e aprovado em 1965.
  • Aspartame: foi descoberto acidentalmente em 1965, numa época em que pesavam sobre a sacarina suspeitas de possíveis efeitos cancerígenos e o ciclamato estava proibido nos EUA. No Brasil, o foi liberado em 1981.
  • Acessulfame-K: também foi descoberto por acaso, em 1967, na Alemanha, quando Karl Clauss e Henry Jensen trabalhavam no desenvolvimento de novos produtos e encontraram um composto de sabor doce. Apresenta estrutura semelhante à da sacarina.
  • Sucralose: descoberta em 1976 por pesquisadores ingleses, é obtida a partir da sacarose. Seu dulçor é dependente de pH e de temperatura, mas é considerado um adoçante estável e seguro para consumo humano.
  • Stévia:  a planta Stevia rebaudiana é usada há séculos pelos índios paraguaios para adoçar preparos medicinais. Somente na década de 70, após diversos estudos, a stevia começou a ser usada em larga escala, como adoçante em alimentos e bebidas. No País, o uso foi liberado no final da década de 1980. A stevia tem potencial adoçante 300 vezes superior ao da cana de açúcar.